quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Dia do Indio
Vejo na TV Senado a audiência pública sobre as políticas para a população indígena.
O Cacique Alvaro Tukano discursa.
Um índio com um cocar belíssimo lança suas palavras como flechas certeiras em direção aquele plenário e a nós.
Um homem sério e lúcido, que reclama aos índios seus direitos, sabendo que estão, os povos indígenas, abandonados à própria sorte.
Sobre a FUNAI, seu presidente e outros burocratas diz verdades cruéis.
O presidente da FUNAI, estaria apenas interessado no poder por si mesmo ( os Xavantes mandam carta pedindo que ele seja substituido).
Os índios querem falar por si, diz o Cacique, sem que ongs, padres e pastores peçam dinheiro em nome deles.
A situação é urgente, os povos indígenas estão no chão, esquecidos por nós, os senhores do progresso e da civilização.
A Constituição de 1988 estabelece prioridades no trato da questão indígena, mas visto de hoje são apenas alguns dos floreios que a mais perfeita contituição que já tivemos esbanja na avenida.
O que pode o senado fazer? O que querem os senadores?
O que podemos fazer? Quem se importa
19 de abril é o dia do índio.
O Cacique Alvaro Tukano discursa.
Um índio com um cocar belíssimo lança suas palavras como flechas certeiras em direção aquele plenário e a nós.
Um homem sério e lúcido, que reclama aos índios seus direitos, sabendo que estão, os povos indígenas, abandonados à própria sorte.
Sobre a FUNAI, seu presidente e outros burocratas diz verdades cruéis.
O presidente da FUNAI, estaria apenas interessado no poder por si mesmo ( os Xavantes mandam carta pedindo que ele seja substituido).
Os índios querem falar por si, diz o Cacique, sem que ongs, padres e pastores peçam dinheiro em nome deles.
A situação é urgente, os povos indígenas estão no chão, esquecidos por nós, os senhores do progresso e da civilização.
A Constituição de 1988 estabelece prioridades no trato da questão indígena, mas visto de hoje são apenas alguns dos floreios que a mais perfeita contituição que já tivemos esbanja na avenida.
O que pode o senado fazer? O que querem os senadores?
O que podemos fazer? Quem se importa
19 de abril é o dia do índio.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Mesa de fone de mão
Foto feita apartir de material gráfico oferecido ao público pelo CCBB.
Handhphone table, é um trabalho de Laurie Anderson de 1977, que basicamente consiste em colocar os cotovelos em auto falantes que estão acoplados à mesa e dalí o som percorre os ossos e é amplificado pelas mãos em forma de concha sobre os ouvidos. Simples e genial.
A foto original está na Galeria Sean Kelly, Nova York.
Na exposição do CCBB havia uma enorme dessas mesas, instalada no foyer. Foi uma experiência sensorial, como já disse lá atrás.
A exposição vai até 26 de junho, vale a pena visitar.
Handhphone table, é um trabalho de Laurie Anderson de 1977, que basicamente consiste em colocar os cotovelos em auto falantes que estão acoplados à mesa e dalí o som percorre os ossos e é amplificado pelas mãos em forma de concha sobre os ouvidos. Simples e genial.
A foto original está na Galeria Sean Kelly, Nova York.
Na exposição do CCBB havia uma enorme dessas mesas, instalada no foyer. Foi uma experiência sensorial, como já disse lá atrás.
A exposição vai até 26 de junho, vale a pena visitar.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
No Rio com Laurie Anderson
Estou no Arco do Teles, na Toca do Baiacu, um bar que parece que acabou de ser inaugurado.
Tipo de gente: universitários modernos, coroas com- cara-de-quem-tem-dinheiro-e-vão-ficar-bêbados-já, homens de meia idade-que-parecem-que-vão-soltar-um-palavrão-agora.
Não posso deixar de rir, porque me sinto bem aqui, mesmo parecendo o Lula Molusco querendo tocar clarineta, pois escrevo no moleskine última palavra em-quero-parecer-antenado.
Acabo de sair da exposição da Laurie Anderson no CCBB. Uma experiência sensorial, com textos poéticos sobre o estar no mundo, na cultura patriarcal e militarista americana. Sobre a predomiância do desejo masculino, visto como algo infantil ou cômico.Ssobre a sociedade de consumo onde a felicidade é comprada na forma de pílulas de prozac.
Há momentos incriveis na exposição como as fotos onde ela dorme em lugares públicos para saber se esses lugares influenciarão em seus sonhos e isso gera grandes questões políticas.
Acompanho, há aqui certo exagero, é claro, a carreira de Laurie Aderson desde os anos 80, sempre adorei Big Science, o disco, assisti seu show no finado Canecão: The home of brave, inclusive vi o filme baseado naquele show.
De repente num domingo (há aqui uma citação) leio Caetano falando sobre a tal exposição e não tive dúvidas, desci a serra. Realmente é especial estar diante de uma artista que faz elaborada pesquisa sonora e visual e que parece antes de tudo, honesta.
Nesse momento toca o celular de alguém, aqui na Toca do Baiacu e a nota musical é a Cavalgada das Valquírias de Wagner.
Laurie Anderson notaria isso e descreveria na forma de um pesadelo.
Mas pesadelo mesmo é a forma como alguns trabalhadores que lidam com o público agem. Agem com grosseria, como se estivessem fazendo um favor e isso acaba depondo contra a cidade, pois as cidades são seus habitantes. Digo isso pois deparei-me com alguns desses no Rio, mas vejo isso em Três Rios e Juiz de Fora e em muitas outras cidades por onde ando, especialmente no trânsito, porque o motorista é antes de tudo um animal selvagem descabeçado, tipo um javali, esse erro de design, desculpem-me javalis, foi exagero.
Bom estou no trânsito (18/19 hs) em direção a rodoviária, a mais perfeita tradução de insanidade e no entanto deparo-me com um educaíissimo motorista da linha Pavuna /Castelo (acho), e até me senti tranquilo.
De qualquer forma grande cidade é o Rio, por toda essa loucura e as coisas que vi e nem há como comentar aqui.
Mas o Rio ainda tem um longo caminho a percorrer até... até nada, pois somos o que somos.
Me sinto assim, como sendo o Rio de Janeiro.
Te encontro de novo Laurie, quanto ao Rio, tamos aí.
Tipo de gente: universitários modernos, coroas com- cara-de-quem-tem-dinheiro-e-vão-ficar-bêbados-já, homens de meia idade-que-parecem-que-vão-soltar-um-palavrão-agora.
Não posso deixar de rir, porque me sinto bem aqui, mesmo parecendo o Lula Molusco querendo tocar clarineta, pois escrevo no moleskine última palavra em-quero-parecer-antenado.
Acabo de sair da exposição da Laurie Anderson no CCBB. Uma experiência sensorial, com textos poéticos sobre o estar no mundo, na cultura patriarcal e militarista americana. Sobre a predomiância do desejo masculino, visto como algo infantil ou cômico.Ssobre a sociedade de consumo onde a felicidade é comprada na forma de pílulas de prozac.
Há momentos incriveis na exposição como as fotos onde ela dorme em lugares públicos para saber se esses lugares influenciarão em seus sonhos e isso gera grandes questões políticas.
Acompanho, há aqui certo exagero, é claro, a carreira de Laurie Aderson desde os anos 80, sempre adorei Big Science, o disco, assisti seu show no finado Canecão: The home of brave, inclusive vi o filme baseado naquele show.
De repente num domingo (há aqui uma citação) leio Caetano falando sobre a tal exposição e não tive dúvidas, desci a serra. Realmente é especial estar diante de uma artista que faz elaborada pesquisa sonora e visual e que parece antes de tudo, honesta.
Nesse momento toca o celular de alguém, aqui na Toca do Baiacu e a nota musical é a Cavalgada das Valquírias de Wagner.
Laurie Anderson notaria isso e descreveria na forma de um pesadelo.
Mas pesadelo mesmo é a forma como alguns trabalhadores que lidam com o público agem. Agem com grosseria, como se estivessem fazendo um favor e isso acaba depondo contra a cidade, pois as cidades são seus habitantes. Digo isso pois deparei-me com alguns desses no Rio, mas vejo isso em Três Rios e Juiz de Fora e em muitas outras cidades por onde ando, especialmente no trânsito, porque o motorista é antes de tudo um animal selvagem descabeçado, tipo um javali, esse erro de design, desculpem-me javalis, foi exagero.
Bom estou no trânsito (18/19 hs) em direção a rodoviária, a mais perfeita tradução de insanidade e no entanto deparo-me com um educaíissimo motorista da linha Pavuna /Castelo (acho), e até me senti tranquilo.
De qualquer forma grande cidade é o Rio, por toda essa loucura e as coisas que vi e nem há como comentar aqui.
Mas o Rio ainda tem um longo caminho a percorrer até... até nada, pois somos o que somos.
Me sinto assim, como sendo o Rio de Janeiro.
Te encontro de novo Laurie, quanto ao Rio, tamos aí.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Relato da dengue
Dor em todo o corpo e especialmente nas pálpebras, uma espécie de febre devaneante, frio, instabilidade intestinal e o pensamento entre o exasperado e o desesperado é o que a dengue é.
Dengue, essa doença é feia, desclassifica uma pessoa, pois vem de tudo de ruim que somos capazes de fazer socialmente: desastres ambientais, cidades imundas, falta de educação coletiva.
E eu estou com dengue.
Não sei se peguei em Três Rios ou Juiz de Fora. Agora isso pouco importa, para mim, mas importa para as outras pessoas que poderão vir a contrair a doença desse país emergente mas sem educação.
Não temos como reclamar, gostaria de processar alguém, afinal é algo que poderia ser evitado, mas as prefeituras não fazem sua parte, a população não faz sua parte, os deuses todos não fazem sua parte, ou seja, fica difícil culpar alguém quando sobra culpa para todos.
Então fui até a UPA, em TR, mas sentindo dores pelo corpo e com a paciência zerada, preferi voltar para casa a esperar todos anotarem nomes, passarem pela triagem 1 depois a 2 etc.
No posto de saúde havia centenas de pessoas para serem atendidas e o relógio marcava só 7:30 da manhã.
Vou ficar em casa bebendo água, tomando o analgésico indicado e torcendo para que isso passe logo e eu nunca mais tenha.
De qualquer forma é uma experiência bem brasileira...
Dengue, essa doença é feia, desclassifica uma pessoa, pois vem de tudo de ruim que somos capazes de fazer socialmente: desastres ambientais, cidades imundas, falta de educação coletiva.
E eu estou com dengue.
Não sei se peguei em Três Rios ou Juiz de Fora. Agora isso pouco importa, para mim, mas importa para as outras pessoas que poderão vir a contrair a doença desse país emergente mas sem educação.
Não temos como reclamar, gostaria de processar alguém, afinal é algo que poderia ser evitado, mas as prefeituras não fazem sua parte, a população não faz sua parte, os deuses todos não fazem sua parte, ou seja, fica difícil culpar alguém quando sobra culpa para todos.
Então fui até a UPA, em TR, mas sentindo dores pelo corpo e com a paciência zerada, preferi voltar para casa a esperar todos anotarem nomes, passarem pela triagem 1 depois a 2 etc.
No posto de saúde havia centenas de pessoas para serem atendidas e o relógio marcava só 7:30 da manhã.
Vou ficar em casa bebendo água, tomando o analgésico indicado e torcendo para que isso passe logo e eu nunca mais tenha.
De qualquer forma é uma experiência bem brasileira...
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