terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ocupem Wall Street - continuação

É patético como as coisas são colocadas para nós, os leitores dos jornais.
Em matéria no Globo, hoje dia 11 de outubro de 2011, dando conta de que os protestos nos EUA, já c ocorrem em 30 estados e 1.242  cidades, somos informados ( e isso é bem risível), que o movimento conta, agora, com o aval do prefeito de Nova York, Michel Bloomberg.
Acho que quem escreveu a matéria ou não sabe português e o sentido da palavra aval ou não sabe o que é democracia.
Esse aval dado pelo prefeito, nada mais é que o mesmo tentando parecer correto diante de um movimento que questiona justamente pessoas como ele, que segundo o colunista do NYTimes Paul Krugman é um dos titãs do setor industrial, consequentemente  dos grandes conglomerados cuja ganância o movimento questiona.
O tal aval citado na matéria se refere ao fato do prefeito ter dito: "- As pessoas querem se expressar e, contanto que obedeçam a lei, vamos permitir que elas o façam."
Vamos permitir não quer dizer aval, quer dizer: somos os donos disso aqui ( a cidade, a praça, a pretensa democracia).
O que os manifestantes reivindicam é justamente tomar o poder dos políticos e devolve-lo aos seus legítimos donos, elas mesmas.
Está muito difícil falar de democracia no Ocidente, aqui então no extremo Ocidente, está complicadissimo, vide orgia que se tornaram os três poderes e o jogo dúbio que a imprensa faz.
O que causa pânico em Wall Street é que eles sabem que o movimento tem força para crescer, por isso os manifestantes são chamdos de gangues, ladrões de empregos, seguideores de Lenin e outras coisas.
Com o movimento chegando na Europa, esperemos que também chegue aqui, vamos ocupar Brasília, São Paulo, as nossa cidades do interior.
Há muita coisa para discutir.
Inclusive se os reporteres sabem mesmo o que estão escrevendo ou a quem estão servindo.

sábado, 8 de outubro de 2011

Ocupem Wall Street

Por enquanto ainda não é manchete nos jornais, mas aos poucos a imprensa começa a prestar atenção nesse movimento que se iniciou a pouco tempo, mas que segundo Paul Krugman está começando a parecer um evento importante.
Com muitos ou poucos manifestantes o movimento se espalha pelos Estados Unidos, com demonstraçoes, marchas, protestos e prisões, claro, desde Nova York até Los Angeles.
Em matéria no Globo, pagina 36 do caderno de economia do dia 08 de outubro de 2011, portanto hoje, leio as frases as vezes tristes outras vezes cômicas que esses manifestantes carregam.
Em Las Vegas (estranhamente Las Vegas não me parece uma cidade real, mas isso é outro assunto), carregavam cartazes com os seguintes dizers: Wall Street é responsável pela fraude bancária da América; cobrem impostos dos ricos ou teremos de come-los.
Em Los Angeles: os bancos foram salvos nós fomos vendidos.
Em Washington: necessidades humanas, não ganância empresarial; parem de lutar contra os trabalhadores.
Há gente de todas as idades se manifestando, mas os jovens, segundo os analistas se mostram os mais frustados, pois é disso que se trata qualquer crise economica: frustação, digo isso por ter sido jovem durante o processo da hiper inflação brasileira, quando achava que todos os meus sonhos estavam perdidos. Foi uma época difícil para muita gente da minha geração, não para os ricos, é claro, que sempre ganharam em overnight e coisas do gênero.
Não sabemos como todo esse processo se desenrolará pelo mundo afora e quais suas consequências para o Brasil, mas como sobrevivente dos nossos desvarios econômicos pós ditadura, sou solidário aos que ocupam Wall Street e outras ruas por onde queimam as fogueiras da vaidade.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

História do Brasil





O touro de Wall Street



Ocupar Wall Street

Wall Street é um símbolo internacional da ganância das grandes corporações, sejam elas americanas ou de qualquer outro país.
Os Estados Unidos estão vivenciando uma grande crise econômica e para demosntrar seu desespero diante da incapacidade de opor-se realmente a política bipartidária naquele país, ativistas de diversos setores, passaram a ocupar áreas próximas ao símbolo máximo desse insaciável sistema econômico.
Ocupar Wall Street é o mote e há pessoas de todas as idades e todos esperamos que se repita por outras cidades americanas e não seria nada mal que também pela América Latina e Europa os protestos se repetissem, pois somos nós também, alimento do sistema, somos nós também aqueles que satisfazem o apetite das grandes corporaçoes especialmente do degenerado sistema financeiro.
No entanto Wall Street é também objeto do fetiche humano, não à toa ficam os turistas, especialmente latinos, eu vi isso, a passar a mão nos chifres do touro, para obter sorte nos negócios e no saco do touro para obter sorte no amor.
Imagino a força desse sistema, o capitalismo, na cabeça de gente do mundo inteiro que acredita que realmente existe democracia num meio onde os grandes financistas estão além do bem e do mal, até é claro, que um banco vá à ruina e leve junto outros senhores de cartola.
Vamos ocupar a Wall Street que existe em nós na crença tola de liberdade e capacidades para todos, enquanto milhões de pessoas vão à ruina pessoal e coletiva, levados pelos senhores do mercado financeiro, da petroquímica e das armas.
Torço pelos que estão agora ocupando Wall Street e podem ser atacados pela polícia do sistema.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

um bosque

o que não é possível dizer
a água lava
o peixe leva
as lavas dos vulcões petrificam.
palavras,
sequoias petrificadas
no extenso deserto do Arizona.
rio sem nascente.
rio que só deságua
nas facas,  nos revolveres.

enquanto eu erradamente
acredito que todas as florestas foram destruidas
há um pequeno sistema ecológico
entre pias e privadas.

me deixo estar só
nesse bosque
inesperado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

máquina fotográfica

Num acidente, minha máquina fotográfica caiu da cadeira no hotel.Fiquei atônito ao descobrir que ela, desde aquele momento estava feridade morte, em terra estrangeira. Senti que perdia paisagens, gentes, sorrisos e olhares.
Mas não dizem: ninguém é insubstituível? Por que uma mera máquina, conjunto de peças dispostas entre si de tal forma, que registram as luz e apenumbra, não seia substituível?
Fiquei a tal coisa. Por que não?  Saí então pelas ruas da cidade procurando uma de tantas casas de eletrônicos que encontrei. Eram muitas e muitos turistas e não turistas dentro e ofertas e coisas incríveis por preços tão vantajosos.
Mesmo querendo comprar uma nova, levava a velha na mochila e sempre perguntava se para ela haveria uma segunda chance, um ressucitamento inesperado. Ninguém arriscava uma resposta positiva e um vendedor mais conforme aos nossos tempos de feliz consumo descompromissado com o futuro, soltou a pérola: - joga fora e compra outra.
Não sei fazer isso, comprei uma pequenina, apenas para registrar os tantos dias de viagem que faltava cumprir, mas confess que sem o prazer de ouvir o clique vigoroso da minha velha e boa, mas digital, fique claro, máquina de fotografar.
Voltei para o Brasil e encontrei uma loja em Juiz de Fora que a trouxe de volta à vida.
Por isso esse blog esteve tão parado, sentia falta da máquina complementar os textos e també porque queria poder escrever um texto contra o joga fora degenerado desses tempos de consumo. Consumo que se estende de coisas a seres. Da matéria ao espirito.
Taí minha máquina de volta.