segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

De livros e filmes 2

Já que o debate sobre o livro Privataria Tucana continua e alguns amigos estejam especialmente interessados nesse livro, resolvi compra-lo para ler o mais rápido possível e poder dar minha opiniões. Assim entrei na livraria, peguei o livro da estante, paguei no caixa e já ia saindo da loja quando um dos vendedores me disse: -você é petista... Saquei logo o potencial do livro. Só de compra-lo algo já se indicava. Uma tempestade tomou conta de minha mente: o que responder? Eu sou, era, serei petista? Na verdade para dar essa resposta eu precisa pensar na minha história política, não num sentido aristotélico, mas num sentido da política partidária, e eu tenho uma história para contar. Aqui não com riqueza de detalhes, mas da qual não posso deixar de sentir um certo orgulho.
Desde adolescente participei de atos contra a ditadura militar, mesmo na repressiva escola estadual em que estuda em Juiz de Fora, depois na UFF, em Niterói cursando História era impossível não tomar possição a respeito dos acontecimentos. Foi assim que participei do DA e depois me uni a um grupo que além de pichações anti ditadura ia para a porta dos estaleiros de Niterói vender o jornal O Companheiro, as 4 ou 5 horas da mnhã, hora em que mudava o turno dos operários, se bem me lembro...
Nessa época surgia em São Paulo o PT, fundado pelo Lula e outros tantos intelectuais e trabalhadores ( alías antes de entrar na UFF, assisti com uma amiga a uma palestra do Lula em Três Rios, para os operários da Companhia Santa Matilde, cujo sindicato, no final dos anos 70, me parece, hoje, não sei mesmo, bastante atuante).
Pois enquanto o PT surgia havia uma campanha de filiação partidária, para dar sustentação ao partido novo e foi nessa que me filiei, depois houve uma espécie de recadastramento e não me recadastrei, vai daí que não sei se sou cadastrado ainda.
No meio dos anos 80 desbundei geral, queria mais é festa, havia acabado a ditadura ( pelo menos pró forma) e também havia um cansaço, mas nunca me desliguei dos aconteciemntos políticos e sempre votei no PT. Até hoje tenho horror da rede globo pela edição do debate entre o Lula e o collor (toc toc), na primeira eleição. Acho, para dizer o mínimo, que rede globo é uma força anti democrática nesse país...
Se sou petista, não sei responder firmemente, mas fico feliz de ver que há um projeto em andamento, tentando dar conta de um novo país, diferente daquele das eleites que bancaram a escravidão por 300 anos e que ainda hoje gemem de horror ao ver que o povo pode ter uma vida melhor.
Vou dar o endereço desse blog para o cara da livraria, espero que ele entenda como é importante participar dos acontecimentos políticos e num sentido grego querer construir o futuro da cidade.
Ainda nem abri o livro e ele já está gerando questionamentos, parece que vai fluir, depois veremos.

De livros e filmes - 1

No apagar das luzes (que estilo hein...), de 2011, comprei o livro Bombaim de Suketu Mehta, jornalista professor e pesquisador indiano radicado em Nova York, (que ninguém é de ferro).
Foi um dos melhores livros que li no citado ano, em que muitos livros foram lidos por mim, alguns também muito bons outros toleraveis e alguns claro, que não levei até o fim, porque é um dos direitos dos leitores abandonar um livro em qualquer página, se se tornou desagradável. Aliás é direito humano abandonar o que se tornou desagradável, seja o que for, ninguém está aqui para insistir em bobagens...
Bombaim é um livro sobre essa que dizem ser a mais ocidental das cidades indianas, até onde isso é possível imagino. Uma cidade sobre a qual nunca havia pensado nada, aliás ao sugerir a leitura à um amigo ele se declarou enfastiado com o chamado subcontinente: -Gente demais, foram suas palavras. E o livro confirma esse gente demais de forma caótica ao relatar as histórias de violência politica, sexual e existencial com a qual os habitantes daquela cidade convivem.
É um livro extraordinário pela forma como o autor o desenvolve e então convivemos com histórias cruéis e doces apresentadas de forma saborosa. Dificil largar o livro de 581 páginas.
Enquanto lia sobre as atrocidades políticas e criminais da cidade indiana, pensava em como, tanta coisa ali relatada pode ser comparada com o que vemos e ouvimos falar sobre nossas cidades, no âmbito da extorsão, violência sexual, sequestros, chantagem e coisas do mesmo naipe. Não me pareceu que haja uma diferença muito grande entre Bombaim e São Paulo, por exemplo, para não citar o Rio, que já cansou de aparecer nas manchetes policias ou mesmo nossas cidades do interior, de imprensa comprometida, neutralizada e violência disfarçada.
Também não falta segregação, mas uma coisa é diferente, lá a guerra religiosa entre hindus e muçulmanos está sempre prestes a estourar, aqui cresce o fundamentalismo cristão (digo dessa forma para não parecer intolerante, mas eu sou com relaçao a interferência cada vez maior de religiosos e pseudo religiosos em nossa vida e em nosso Estado, que eu quero laico), mas ainda há tempo de evitarmos um atropelo político-religioso.
Claro que Bombaim parece mais suja que Rio ou São Paulo, mas isso ai temos que averiguar melhor.E há no livro, não sei como, um delicioso cheiro de curry. Nem que fosse uma samosa eu comeria agora.
PS: hoje Bombaim se chama Mumbai, parece que foi um jeito que eles encontraram para diminuir os problemas da cidade...

Volto depois com outros comentários sobre livros e/ou filmes. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Enquanto isso no quintal...

Ipê Verde.
Cybistax antisyphilitica (Mart.) Mart
Família bignoniacea

Ipê Verde  (vagem das sementes)

Araçá

Araçá com frutos

Sobre o nome científico dessa árvore especificamente (araçá) estou em dúvida, pois existem dois tipos com diferença na floração e eu esqueci como eram as flores, mas como a árvore está no meu quintal do outro lado do rio Paraíba do Sul, em Três Rios-RJ, em breve terei essa informação disponível...
O ipê verde foi motivo de controvérsia com alguns amigos, é uma árvore pouco conhecida, mas no livro Árvores do Brasil, está lá, inclusive com fotos das flores verdes, que, por suposto, são pouco visíveis.
É verão no Brasil!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Novas fotos da construção do viaduto em Três Rios





quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Império das meias verdades


Nos jardins botânicos da Europa, a parte mais bonita é a relativa as plantas dos trópicos.
Mas a mitologia greco-romana é charmosa.
Nessas fotos, jardim do palácio imperial de Petrópolis, que quando eu era criança me parecia muito maior...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O viaduto trirriense




Reconheço a urgência dessa obra, mas acho que é uma solução torta para o problema que é a rede férrea passando pelo centro da cidade.
É verdade que primeiro veio a ferrovia, mas a cidade cresceu e estagnou várias vezes, mas agora cresce junto com o Brasil pós real. A cidade talvez esteja crescendo além de suas possibilidades. E a ferrovia é um entrave quase que para tudo. 
O detalhe: as pessoas querem isso, pois há uma idéia de "progresso" ligada a confusão nestas paragens terceiro mundistas...(só para usar um termo irritante, como a ferrovia é, como o trânsito é, como os carros auto falantes anunciado de morte a móveis são).
Creio que com o viaduto o problema, para os carro,s deverá ser resolvido, por alguns anos, mas a ferrovia perturba além disso. A poluição sonora é insana. Os trens apitam excessivamente seja que horas for, sacudindo a cidade.
Acho que o ideal seria a MRS e a FCA sairem do centro das cidades. Aposto que elas teem dinheiro para isso. Mas sejamos realistas, a busca do lucro total está acima de qualquer coisa que possa ser qualidade de vida para os habitantes desse Vale do Paraíba.
Existe na cidade um jogo onde se aposta no que vai se transformar o vão do viaduto, nenhuma aposta se revela otimista. Elas vão de camelódromo feio a coisas bem piores...
Estou torcendo para que tudo possa ser melhor do que os prognósticos...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Estavamos navegando pelo rio Arapiuns, próximo a Alter do Chão, no Pará, quando foi resolvido que percorreriamos um trecho pela floresta com o objetivo de chegar ao Amazonas. (e eu estava louco para ver o grande rio, que é quase uma entidade na minha cabeça, criança que fui estudando sobre o segundo, naquela época, maior rio do mundo, hoje o maior, sobre a transamazônica, sobre a vastidão daquele lado do Brasil, para mim uma outra dimensão) Pois então estavamos nós lá, descendo do barco, caminhando entre as pedras da beira do rio, passsando por sob seringueiras, casas de ribeirinhos, vendo uma escola municipal no meio da mata e entrando nela, em busca do rio.
Entramos depois numa estrada de terra vermelha onde se vê os postes do "Luz para todos" e depois de novo pela mata, vendo macacos meio amarelados, preguiças e cascos de tatu, quando depois de um tempo avistamos o colosso, o bitelo (numa linguagem mais infantil, mas muito útil na hora do assombro, pois quem assombrado diante de algo não arregala os olhos feito uma criança?)
Lá estava o Amazonas, pardo, como um brasileiro e gigantesco, aparentemente lento, e cujas margens muito distantes não se viam.
Acariciamos o rio, falamos com ele, demos bom dia.
Também bebemos uma cerveja ali em suas margens, noblesse oblige, no nosso caso, faz parte mesmo.
Amazônia Amazonas.
Essa flor da foto estava nas margens da mata, se exibindo.