sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novas fotos da construção do viaduto em Três Rios - 4





domingo, 12 de fevereiro de 2012

De livros e filmes - 5

A pele que habito
Sobre esse filme leia em: http://www.joanagouvea.wordpress.com/
Ela disse tudo e muito mais, num texto humanista comovente.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

De luz e sombras





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Novas fotos da construção do viaduto de Três Rios - Brecht






PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ (Bertold Brecht)
Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia varias vezes destruída
Quem a reconstruiu tanta vezes?
Em que casas Da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que
a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma esta cheia de arcos do triunfo
Quem os ergueu?
Sobre quem triumfaram os Cesares?
A decantada Bizancio
Tinha somente palácios para os seus habitantes?
Mesmo na lendária Atlântida
Os que se afogavam gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada
Naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu alem dele?
Cada pagina uma vitoria.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões.

( Para minha amiga Joana Gouveia, uma amiga em Brecht).

PS: na noite de lua cheia em Três Rios, caminhando com Expedito, o cão, disse aos operários da obra do viaduto: - tudo fica na história e eles, então, posaram sorrindo para as fotos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

De livros e filmes - 4

Separação
O tema por si pode gerar muitas questões. Todos temem separar-se. Separar-se é perder o que se sente. E isso dá medo...
Mas separação é um filme iraniano e no bojo da questão em si estão colocadas as questões que permeiam aquela sociedade complexa, complexa todas são, é verdade, mas ali a complexidade expalha-se nas relações com o Ocidente e com seus vizinhos de mesma religião, mas posicionamentos distintos. O Irã é xiita, e isso significa que é mais radical  sobre como lidar com a herança do Profeta. Só isso, não tem nada a ver com bombas.
É interessante ver como um país com leis tão rígidas produz filmes como esse.
 Mas esse filme trata mesmo é do destino do Irã e não dos casais que entram em choque no tribunal comum da cidade me que vivem.
No filme o Irã é a menina, que precisa escolher entre ir para o Ocidente com a mãe, ficar no país com o pai aparentemente liberal ou assistir em pânico o aprofundamento do entrelaçamento da fé com o Estado.
O diretor do filme não nos dá uma resposta. Pelo menos no momento parece não haver uma resposta para isso. A menina teme sua resposta, pois seu futuro está posto nela.
Me pareceu um filme profundamente político, mas tratado com tal sofisticação que as questões colocadas vão nos entranhando pouco a pouco.
Espero que haja uma boa possível resposta para a garota.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Agruras de um pedestre

Ou um idiota, se pensarmos: por que esse cara não tem um carro?
Porque todos nós sabemos, é obrigatório ter um carro. Um carro é um penis extra, um dado do status, é um símbolo da realização em qualquer nível que você pensar.
Mas eu não tenho um carro, estou portanto, fadado aos cem anos de solidão, previsto por Gabriel Garcia Marques e que se contrapõem aos quinze minutos de fama do Walhorl.
Em qualquer cidade do Brasil o sistema de transporte público é um lixo. Penso no Rio, em Juiz de Fora e em Três Rios.
Não há uma concorrência legítima entre empresas, quando as vezes nem há concorrência alguma.
Parece que as pessoas, abduzidas por algo que lhes come o cérebro, nem se importam, e depois os estranhos estão na Coréia do Norte.
Espere por horários e não os terá. Um ônibus para a rodoviária de Juiz de Fora demorou meia hora, ou melhor eu desisti e voltei para a casa. Depois eu pego um taxi, ainda bem que não é o Rio, tem menos bandalha.
Insisto em acreditar que nosso povo pode se tornar um bom povo da Terra, mas como me acusou alguém um dia, eu sou um ingênuo.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novas fotos da construção do viaduto em Três Rios - 2