terça-feira, 13 de março de 2012

Nuvens raras


NA infância, esse país perdido para oportunistas ou piratas, eu li sobre cientistas que estudavam núvens.
Li num livro, que colecionei em fascículos:"O mundo em que vivemos".
Núvens raras povoam os céus.
Hoje olhava os céu e...
Lá estavam essas núvens, raras, algo como cúmulos mamatis, ou o que seja.
Vi essas núvens, hoje, em Três Rios.
Estão ai, fotografadas por mim e a página do livro ao qual me referi... ainda o tenho.
Mas também me lembrei de Baudelaire, que afirmou em uma poesia em prosa, que seu país eram as núvens em constante processo de mudança, transformação, dissolvição.
As núvens, esse país etéreo.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Carrocracia

O conceito de carrocracia eu li outro dia num texto no facebook.
Em todo canto, exceto alguns locais da Europa, o número de carros e sua importância, só faz crescer.
Compreensível, já que carro é sinonimo de conforto, mobilidade e status, embora esse último já não seja tanto, no caso do Brasil, devido a melhoria das condições sociais e das facilidades de crédito para se comprar um carro. Se esse crédito se traduzirá, mais tarde em dívidas de difícil pagamento, ai é outra história. 
Mas carrocracia é um bom conceito para avaliarmos as condições cada vez mais insanas do trânsito em várias cidades, penso no Rio, São Paulo, Juiz de Fora, Três Rios.
Outro dia com um amigo levei 5 horas de Três rios ao Rio. insano, já que a viagem, normalmente levaria apenas 1h e 50 min, ou 2h. O engarrafamento começou na entrada da Linha Vermelha e não parou mais, até o centro da cidade. E isso porque saimos de TR as 5 horas da manhã, já contando com algum engarrfamento, mas não tanto.
Nas cidades há uma guerra entre pedestres, ciclistas e carros, todos se achando cobertos de razão, mas os carros alegando uma poreminência majestática. Ok existem motorista educados que respeitam a faixa dos pedestres.
Os pedstres, em grande maioria nem reparam que existe sinal de trânsito também para eles.
A bicicleta é uma alternativa, mas em algumas cidades é quase impossivel, Juiz de Fora, por exemplo, cujo trânsito é cada vez mais hostil e é cheia de morros que exigem um esforço físico desagradável quando o objetivo do uso da bike é chegar ao trabalho, só se houver vestiário e chuveiros no dito, o q no Brasil não é comum.
Parece que em São Paulo até o movimento a favor do uso da bike está rachado, pelo que entendi no facebook há uma briga entre duas facções sobre como organizar a questão. Foi onde vi o conceito de carrocracia.
O pior é que a indústria automobilistica é incensada, como se fosse uma solução, mas atualmente é parte ativa no problema ambiental, emocional e político nas cidades. Emocional, porque no nosso caso equivale a mais de uma guerra do Vietnan  por ano e não parece que há chances das coisas melhorarem.
Pois é, há paises democráticos, teocráticos e pelo que eu tô vendo os carrocráticos.
Preferia que houvesse bom senso no trãnsito nas políticas de transporte público, mas parece que nesse caso não caminhamos para uma utopia, mas sim para uma distopia.
E eu ia dizer, as passos largos, mas é melhor dizem em alta velocidade.
A foto é de um mural em NY, cujo trânsito também é um problema...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Levando o Império na mochila

Pois é, no Canal Futura está passando um programa sobre gente que gosta de viajar e gente que não gosta.
Interessante os  comentários. Os porquês de cada gostar.
Mas não foi exatamente isso que me chamou a atenção.
Um dos entrevistados é aquele jornalista que viaja para todos os lados e escrevia na revista Trip, cheguei a ler uma matéria muito interessante que ele escreveu sobre um festval de homens santos na India, onde o que mais os homens santos faziam era fumar maconha, se pintar de barro e serem idolatrados pelo povo.
( Já escrevi aqui sobre a India, depois de ler o livro Bombaim e cada vez mais me surpreendo com aquele povo, por ser tão diferente, distante e o que mais seja de nós. Será mesmo que, como escreveu Garaudy, o Ocidente é um acidente?).
Pois o tal jornalista, desculpem-me mas estou com preguiça de procurar no Google o nome dele e na verdade um comentário feito por ele me irritou e é sobre isso que quero comentar, o tal jornalista...
Ele conta sobre suas viagens e fala que há muitos anos atrás conheceu tantos e tais lugares, mas agora esse lugares ou alguns deles estão conhecidos, ou seja, não possuem mais o charme de serem conhecidos no período de seu desconhecimento pelo público, mas...não foi ele o cara que abriu esses lugares ao conhecimento da massa? Não é ele um agente do Império? Então por que essa soberba tola da primazia do conhecimento?
Na verdade é um esnobismo, ok, todos fazemos isso, mas o cara devia reconhecer que ele trabalha para tornar massificado o que está ou estava perdido nos fins de mundo que tem por ai. A essa altura do campeonato deve ter muito ex leitor da Trip indo ao festival de homens santos na India.
A questão é que algumas pessoas, ou seria a maioria, querem ter o poder, bon jour Foucault, de dizer que fizeram, estiveram, são, beberam, comeram, etc qualquer coisa que seja primeiro e depois deles..ah, já não importa mais.
Isso também ocorre comigo. Quando me dizem: conheço Ibitipoca desde... eu digo: eu conheço antes desde... e cito a data (1984), lá vai fumaça né...
E o que isso realmente significa?
Que eu vi o povo da terra ser levado a viver na periferia, enquanto os paulistas, cariocas, juizforanos e outros iam tomando o arraial.
Levando o Império aonde quer que vamos.
Bon giorno Antonio Negri.
Então o program que é até interessante, por mostrar a idiossincrasia de cada um em relação ao quesito viagens, que eu adora, ficou de repente tolo, pois a fogueira das vaidades que arde sobre cada um, quando observada na tela mágica da tv, nos desnuda tanto, que resta perguntar: e nós aonde vamos?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Céu azul

Sempre tive medo do calor de fevereiro.
Quer dizer, um medo torto,
não sei se de envelhecimento
ou envilecimento,
isso que vai brotando dos desvãos da alma.
Mas hoje, aliás,
de uns tempos prá cá,
sinto-me mais feliz ao sol dramático do verão.
Adio os sofrimentos,
adio, Pessoa, as malas que
pesadas, não mais passam na alfandega
do meu dia.
Deixo prá depois o perder-me na torpeza
do que eu não sei.
Com esse céu límpido,
com essa brisa que parece o sopro de algum deus
com essas montanhas cuja relva me lembram os vales do fim do mundo...
adio
adio silêncios de engasgo
adio soluços
adio, fazer o que, também as soluções...
Deveria terminar dizendo: Carpe diem,
e assim o farei.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novas fotos da construção do viaduto em Três Rios - 4





domingo, 12 de fevereiro de 2012

De livros e filmes - 5

A pele que habito
Sobre esse filme leia em: http://www.joanagouvea.wordpress.com/
Ela disse tudo e muito mais, num texto humanista comovente.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

De luz e sombras