domingo, 9 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
Calor
O gato se aninhou entre as telhas azuis
O cão sofria o fato de não ter
Nenhuma aragem
Nenhuma esperança
Só uma noite de descanso e mesmo assim
Os ventiladores
Não dão conta
Se a Terra é uma incógnita,
E é
Sofremos menos
Do que nossos prontuários indicam
Perder o pelo
Foi, por fim
Pouco significativo.
O cão sofria o fato de não ter
Nenhuma aragem
Nenhuma esperança
Só uma noite de descanso e mesmo assim
Os ventiladores
Não dão conta
Se a Terra é uma incógnita,
E é
Sofremos menos
Do que nossos prontuários indicam
Perder o pelo
Foi, por fim
Pouco significativo.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Agressividade brasileira
Caminhando por Lisboa, não pude deixar de pensar sobre o trânsito, lá e cá.
Primeiramente Lisboa é uma cidade bem mais calma do que as nossas, até mesmo Três Rios, que possui uns 80 mil habitantes, me parece mais agitada do que uma cãs capitais européias, e devo dizer rapidamente, ponto para Lisboa, não para Três Rios.
Lisboa possui um sistema de transporte que junta passado e presente de maneira brilhante, facilitado a vida de seus habitantes e diminuindo a necessidade do uso do automóvel e mesmo da visão do automóvel como um símbolo de status. É útil para deslocamentos maiores, mas a cidade oferece cidadania ao facilitar a vida de todos.
Três Rios, por outro lado, dificulta a vida do pedestre, até as calçadas foram tiradas do cidadão e quando foram feitas as áreas para os mesmos, logo o cdl, com minusculas mesmo, reivindicou o espaço para os automóveis.
Custa a crer nessa fixação brasileira pelo automóvel, dizer que é um pênis maior já virou clichê, posso apenas constatar o fato e temer pelos pedestres.
Digo isso, pois vejo uma grande agressividade no transito, e isso me assusta pois vidas estão em jogo.
A partir do stress de um motorista que se julga com mais direitos que qualquer outra pessoa, o transito no Brasil é uma carnificina.
Mas nossa agressividade nao para por ai, está impregnada na nossa sociedade e fico pensando de onde vem.
Concordo que trezentos anos de escravidão pode explicar um pouco isso, pois dessa escravidão vem a idéia que uns sao melhores que outros, possuem uma cidadania que outros não tem.
Mas há uma falta de educação crescente na sociedade brasileira, falta gentileza, até mesmo para aqueles que usam camisas onde se lê: gentileza gera gentileza.
Acho que pensar nossa agressividade é urgente para reverter o quadro, embora eu não seja otimista quanto a essa possibilidade.
Voltarei ao tema, há mais coisa a serem ditas.
Primeiramente Lisboa é uma cidade bem mais calma do que as nossas, até mesmo Três Rios, que possui uns 80 mil habitantes, me parece mais agitada do que uma cãs capitais européias, e devo dizer rapidamente, ponto para Lisboa, não para Três Rios.
Lisboa possui um sistema de transporte que junta passado e presente de maneira brilhante, facilitado a vida de seus habitantes e diminuindo a necessidade do uso do automóvel e mesmo da visão do automóvel como um símbolo de status. É útil para deslocamentos maiores, mas a cidade oferece cidadania ao facilitar a vida de todos.
Três Rios, por outro lado, dificulta a vida do pedestre, até as calçadas foram tiradas do cidadão e quando foram feitas as áreas para os mesmos, logo o cdl, com minusculas mesmo, reivindicou o espaço para os automóveis.
Custa a crer nessa fixação brasileira pelo automóvel, dizer que é um pênis maior já virou clichê, posso apenas constatar o fato e temer pelos pedestres.
Digo isso, pois vejo uma grande agressividade no transito, e isso me assusta pois vidas estão em jogo.
A partir do stress de um motorista que se julga com mais direitos que qualquer outra pessoa, o transito no Brasil é uma carnificina.
Mas nossa agressividade nao para por ai, está impregnada na nossa sociedade e fico pensando de onde vem.
Concordo que trezentos anos de escravidão pode explicar um pouco isso, pois dessa escravidão vem a idéia que uns sao melhores que outros, possuem uma cidadania que outros não tem.
Mas há uma falta de educação crescente na sociedade brasileira, falta gentileza, até mesmo para aqueles que usam camisas onde se lê: gentileza gera gentileza.
Acho que pensar nossa agressividade é urgente para reverter o quadro, embora eu não seja otimista quanto a essa possibilidade.
Voltarei ao tema, há mais coisa a serem ditas.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Mercado da ignorância
O discurso de autoridade é sobretudo um abuso.
Eu leio coisa demais, para que ler O Globo, a Folha, o Estadão se já sabemos o que vai estar escrito ali, há uns pelo menos quinhentos anos? Sempre o mesmo discurso de autoridade, de estar numa posição privilegiada do conhecimento.
Mas não é verdade. Incautos podem cair nessa conversa, mas se você estudou um pouquinho ou tem um olhar minimamente aberto para o mundo e a sociedade em que vivemos, vai perceber logo que o que os articulistas desses jornais, para não citar aquela revista, escrevem, nada mais é que a defesa do status quo do grupo que sempre esteve no poder nesse país e cuja riqueza, muitas vezes, veio do trafico de africanos, pré ou pós 1850, não importa, mesmo correndo o risco de ser anacrônico.
O tempo todo eles querem negar as barbaridades cometidas ao longo da história do Brasil e pior, querem im pedir que progressos, mudanças sejam feitas, basta ler o artigo do tal Guzzo na famigerada revista, não por acaso paulista.
Impedir avanços sociais, impedir os direitos diferenciados, falar do fundo das cavernas quando fingem falar de palcos civilizados, é tudo que eles fazem ou, no atual momento, se esforçam por parecer estar fazendo.
Não é colocando um ator negro numa novela num papel principal, que seja, que certo canal de tv vai se redimir pelo apoio a ditadura, ou pelo racismo latente.
Pior é ver as pessoas se levarem pelo discurso imbecilizador, pelos cliches da"liberdade de expressão", quando à essa gente nunca faltou liberdade alguma. Eles sim, apoiaram os que instauraram a ditadura nesse país.
Agora temos a web e suas possibilidades, mas é um David contra um Golias realmente poderoso, principalmente pelo fato de ser um David disperso em muitas pessoas e iniciativas.
Eu leio coisa demais, para que ler O Globo, a Folha, o Estadão se já sabemos o que vai estar escrito ali, há uns pelo menos quinhentos anos? Sempre o mesmo discurso de autoridade, de estar numa posição privilegiada do conhecimento.
Mas não é verdade. Incautos podem cair nessa conversa, mas se você estudou um pouquinho ou tem um olhar minimamente aberto para o mundo e a sociedade em que vivemos, vai perceber logo que o que os articulistas desses jornais, para não citar aquela revista, escrevem, nada mais é que a defesa do status quo do grupo que sempre esteve no poder nesse país e cuja riqueza, muitas vezes, veio do trafico de africanos, pré ou pós 1850, não importa, mesmo correndo o risco de ser anacrônico.
O tempo todo eles querem negar as barbaridades cometidas ao longo da história do Brasil e pior, querem im pedir que progressos, mudanças sejam feitas, basta ler o artigo do tal Guzzo na famigerada revista, não por acaso paulista.
Impedir avanços sociais, impedir os direitos diferenciados, falar do fundo das cavernas quando fingem falar de palcos civilizados, é tudo que eles fazem ou, no atual momento, se esforçam por parecer estar fazendo.
Não é colocando um ator negro numa novela num papel principal, que seja, que certo canal de tv vai se redimir pelo apoio a ditadura, ou pelo racismo latente.
Pior é ver as pessoas se levarem pelo discurso imbecilizador, pelos cliches da"liberdade de expressão", quando à essa gente nunca faltou liberdade alguma. Eles sim, apoiaram os que instauraram a ditadura nesse país.
Agora temos a web e suas possibilidades, mas é um David contra um Golias realmente poderoso, principalmente pelo fato de ser um David disperso em muitas pessoas e iniciativas.
domingo, 18 de novembro de 2012
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