quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ocupar Wall Street

Wall Street é um símbolo internacional da ganância das grandes corporações, sejam elas americanas ou de qualquer outro país.
Os Estados Unidos estão vivenciando uma grande crise econômica e para demosntrar seu desespero diante da incapacidade de opor-se realmente a política bipartidária naquele país, ativistas de diversos setores, passaram a ocupar áreas próximas ao símbolo máximo desse insaciável sistema econômico.
Ocupar Wall Street é o mote e há pessoas de todas as idades e todos esperamos que se repita por outras cidades americanas e não seria nada mal que também pela América Latina e Europa os protestos se repetissem, pois somos nós também, alimento do sistema, somos nós também aqueles que satisfazem o apetite das grandes corporaçoes especialmente do degenerado sistema financeiro.
No entanto Wall Street é também objeto do fetiche humano, não à toa ficam os turistas, especialmente latinos, eu vi isso, a passar a mão nos chifres do touro, para obter sorte nos negócios e no saco do touro para obter sorte no amor.
Imagino a força desse sistema, o capitalismo, na cabeça de gente do mundo inteiro que acredita que realmente existe democracia num meio onde os grandes financistas estão além do bem e do mal, até é claro, que um banco vá à ruina e leve junto outros senhores de cartola.
Vamos ocupar a Wall Street que existe em nós na crença tola de liberdade e capacidades para todos, enquanto milhões de pessoas vão à ruina pessoal e coletiva, levados pelos senhores do mercado financeiro, da petroquímica e das armas.
Torço pelos que estão agora ocupando Wall Street e podem ser atacados pela polícia do sistema.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

um bosque

o que não é possível dizer
a água lava
o peixe leva
as lavas dos vulcões petrificam.
palavras,
sequoias petrificadas
no extenso deserto do Arizona.
rio sem nascente.
rio que só deságua
nas facas,  nos revolveres.

enquanto eu erradamente
acredito que todas as florestas foram destruidas
há um pequeno sistema ecológico
entre pias e privadas.

me deixo estar só
nesse bosque
inesperado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

máquina fotográfica

Num acidente, minha máquina fotográfica caiu da cadeira no hotel.Fiquei atônito ao descobrir que ela, desde aquele momento estava feridade morte, em terra estrangeira. Senti que perdia paisagens, gentes, sorrisos e olhares.
Mas não dizem: ninguém é insubstituível? Por que uma mera máquina, conjunto de peças dispostas entre si de tal forma, que registram as luz e apenumbra, não seia substituível?
Fiquei a tal coisa. Por que não?  Saí então pelas ruas da cidade procurando uma de tantas casas de eletrônicos que encontrei. Eram muitas e muitos turistas e não turistas dentro e ofertas e coisas incríveis por preços tão vantajosos.
Mesmo querendo comprar uma nova, levava a velha na mochila e sempre perguntava se para ela haveria uma segunda chance, um ressucitamento inesperado. Ninguém arriscava uma resposta positiva e um vendedor mais conforme aos nossos tempos de feliz consumo descompromissado com o futuro, soltou a pérola: - joga fora e compra outra.
Não sei fazer isso, comprei uma pequenina, apenas para registrar os tantos dias de viagem que faltava cumprir, mas confess que sem o prazer de ouvir o clique vigoroso da minha velha e boa, mas digital, fique claro, máquina de fotografar.
Voltei para o Brasil e encontrei uma loja em Juiz de Fora que a trouxe de volta à vida.
Por isso esse blog esteve tão parado, sentia falta da máquina complementar os textos e també porque queria poder escrever um texto contra o joga fora degenerado desses tempos de consumo. Consumo que se estende de coisas a seres. Da matéria ao espirito.
Taí minha máquina de volta.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tá vindo a primavera

terça-feira, 13 de setembro de 2011

NY - 2011



sábado, 27 de agosto de 2011

Dragão play mobil


Lembrando dos meus amigos da Play mobil society. É tudo real...brrrrrrrrrr.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ônibus

Fui de Nova York para Washington de ônibus. Tranquilo, quatro horas de viagem, um ônibus de boa qualidade, ar condicionado, afinal lá fora a temperatura beirava os 42 graus.
Mas já na "rodoviária" de NY, intuí que algo não era exatamente como eu pensava.
Parece que estou intuindo a posteriori, mas não é verdade...
Quando cheguei em Washington vi que "rodoviária" era a de NY, dali para a frente não haveria mais nada tão tranquilo e organizado. Primeiro que parece que a rodô é particular, pertence a empresa de ônibus no caso a Greyhound, que sempre curti por causa do cachorrinho correndo, algo que em tempos passados a Útil, se bem me lembro imitava aqui no Brasil, nem fiquei sabendo se existem empresas concorrentes. Deveriam existir, não é esse o espirito do capitalismo?
O fato é que de Washington seguiria de ônibus ( trem é super caro), para Orlando, na Flórida, mas jamais imaginaria que a viagem pudesse ser tão louca.
Concordo que há um dado de insanidade em viajar esses quase 1800 km de ônibus, num país cuja língua eu não domino como a minha e pasando por estados cuja história não é das mais tranquilas, mas a bossa era essa, ver como saõ esses lugares.
Mas não havia õnibus direto, era necessário fazer baldeações (que palavra da minha infância, quando ia de Juiz de Fora para Oliveira e a baldeação era em Belo Horizonte), assim fui aos poucos em direção à Flórida, passando por cidade como Richmond, Raleigh, Fayeteville, Savanah (essa sim histórica, bonita mas sem o apelo barroco de uma Ouro Preto ( sempre procuramos por nós mesmos, não é verdade? - Narciso acha feio o que não é espelho - obrigado Caetano).
Desde Richmond os ônibus eram péssimos, feios, qualquer ônibus Três Rios - Juiz de Fora é um luxo.
Tive a impressão que a partir de Washington, ônibus era coisa de pobre, afro descendente e turista desavisado e que por isso o investimento nesse tipo de transporte não era prioridade, por que seria na terra do automóvel?
Acabei vendo cenas relativamente chocantes, eu que sou um usuário de ônibus intermunicipais no Brasil - ( ônibus urbano aqui também passa pela mesma questão, é para pobre, portanto é um investimento não prioritáio nas nossa cidades fascistas - sim fascistas, quando o povo é visto só como gado - me exaltei, mas o transporte público brasileiro me irrita...)
Mas cheguei na Flórida, terra dos jardins.
Tenho outras histórias sobre ônibus na América, depois eu conto.