domingo, 19 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Viagem ao fim do mundo 5
Viagem ao fim do mundo - das vantagens do transtorno obsessivo compulsivo
Estou no quarto do hotel, enquanto meu amigo sai pela cidade de Ushuaia.
Organizo minha mochila, arrumo os documentos e o dinheiro na pequena bolsa com que ando pela cidade, mantendo o passaporte e o dinheiro em "segurança".
Abro a cortina e vejo que há um terreno ao lado do hotel, onde pessoas comem ao ar livre. São nove da noite, mas o sol ainda está firme no céu.
Resolvo tomar banho. Estou de cueca, entro no banheiro e fecho a porta e antes que possa ter qualquer reação a maçaneta quebra e me vejo trancado no banheiro, num quarto que está trancado por dentro, sem ter como avisar ninguém...
Tento quebrar a porta do banheiro, porque inicialmente tive um certo pânico, estranhamente foi um pânico bem pequeno, pois acho que meu cérebro já sabia que solução era possível.
E então eu entendi: por achar que a janela aberta poderia ser facilmente acessada por um ladrão, levei para o banheiro, como bom possuidor de TOC, o que mais me importava, a bolsa com os documentos e o dinheiro e por fim com o celular, que no Brasil eu havia desbloqueado para poder usar na Argentina e no Chile.
Entro na internet e procuro o telefone do hotel, esqueço que tenho papel e lápis e escrevo o numero do telefone do hotel com pasta de dente, como se fosse um sobrevivente de um naufrágio na Antártida, mas ligo das mais variadas formas e não consigo acesso, uma voz me diz que tal telefone não existe.
O que fazer? Perguntaria Lenin, ligo para meu irmão no Brasil com a intenção de pedi-lo para ligar para o hotel e pedir que alguém me salve. Ele atende, pelo barulho em volta aposto que ele está no restaurante japonês em Três Rios. Faço a ele o pedido insólito e percebo que ele fica preocupado.
Enquanto ele vai em casa, que é perto do restaurante, tentar me ajudar a 4 mil quilômetros de distancia, eu vejo que só me resta tomar banho e aproveitar para lavar duas cuecas. Faço isso.
Ele me liga e pergunta se do meu celular usei os dois zeros e código 54 para discar para a Argentina. Respondo que não, sinto- me um tolo, mas rimos, falamos piadas sobre o acontecimento, agradeço e então ligo para a portaria do hotel e explico que estou preso no banheiro e preciso ser resgatado.
O rapaz da portaria abre a porta do quarto com a chame mestra e precisa voltar lá embaixo pois a porta do banheiro só abre com um alicate.
Abre a porta e lá estou eu de cueca, mas com celular e a bolsa valiosa. Agradeço e cuido para nunca mais fecharmos aquela porta.
Primeira lição: verificar a qualidade das maçanetas.
Segunda lição: compreender a qualidade positiva do TOC, pois sem ele a bolsinha não estaria trancada comigo no banheiro e o resgate possivelmente teria sido mais traumático.
Meu amigo não acreditou quando voltei e contei o acontecido, rimos muito e fomos tomar uma cerveja.
Estou no quarto do hotel, enquanto meu amigo sai pela cidade de Ushuaia.
Organizo minha mochila, arrumo os documentos e o dinheiro na pequena bolsa com que ando pela cidade, mantendo o passaporte e o dinheiro em "segurança".
Abro a cortina e vejo que há um terreno ao lado do hotel, onde pessoas comem ao ar livre. São nove da noite, mas o sol ainda está firme no céu.
Resolvo tomar banho. Estou de cueca, entro no banheiro e fecho a porta e antes que possa ter qualquer reação a maçaneta quebra e me vejo trancado no banheiro, num quarto que está trancado por dentro, sem ter como avisar ninguém...
Tento quebrar a porta do banheiro, porque inicialmente tive um certo pânico, estranhamente foi um pânico bem pequeno, pois acho que meu cérebro já sabia que solução era possível.
E então eu entendi: por achar que a janela aberta poderia ser facilmente acessada por um ladrão, levei para o banheiro, como bom possuidor de TOC, o que mais me importava, a bolsa com os documentos e o dinheiro e por fim com o celular, que no Brasil eu havia desbloqueado para poder usar na Argentina e no Chile.
Entro na internet e procuro o telefone do hotel, esqueço que tenho papel e lápis e escrevo o numero do telefone do hotel com pasta de dente, como se fosse um sobrevivente de um naufrágio na Antártida, mas ligo das mais variadas formas e não consigo acesso, uma voz me diz que tal telefone não existe.
O que fazer? Perguntaria Lenin, ligo para meu irmão no Brasil com a intenção de pedi-lo para ligar para o hotel e pedir que alguém me salve. Ele atende, pelo barulho em volta aposto que ele está no restaurante japonês em Três Rios. Faço a ele o pedido insólito e percebo que ele fica preocupado.
Enquanto ele vai em casa, que é perto do restaurante, tentar me ajudar a 4 mil quilômetros de distancia, eu vejo que só me resta tomar banho e aproveitar para lavar duas cuecas. Faço isso.
Ele me liga e pergunta se do meu celular usei os dois zeros e código 54 para discar para a Argentina. Respondo que não, sinto- me um tolo, mas rimos, falamos piadas sobre o acontecimento, agradeço e então ligo para a portaria do hotel e explico que estou preso no banheiro e preciso ser resgatado.
O rapaz da portaria abre a porta do quarto com a chame mestra e precisa voltar lá embaixo pois a porta do banheiro só abre com um alicate.
Abre a porta e lá estou eu de cueca, mas com celular e a bolsa valiosa. Agradeço e cuido para nunca mais fecharmos aquela porta.
Primeira lição: verificar a qualidade das maçanetas.
Segunda lição: compreender a qualidade positiva do TOC, pois sem ele a bolsinha não estaria trancada comigo no banheiro e o resgate possivelmente teria sido mais traumático.
Meu amigo não acreditou quando voltei e contei o acontecido, rimos muito e fomos tomar uma cerveja.
Viagem ao fim do mundo 4
Partindo de Ushuaia, AR, para Punta Arenas,Chile
Se você pretender fazer essa viagem, compre a passagem de ônibus com antecedência, pois há somente um por dia e pode acontecer como aconteceu conosco, ter de esperar por vaga no dia que for possível, o que foi bom pois caminhamos mais pelo parque nacional da terra do fogo, que é um dos lugares mais incríveis pelos quais já passei, um lugar onde as árvores falam, quando o vento passa por elas...
Há muita coisa para contar, muita foto para postar, mas o tempo passa rápido.
Agora são seis e trinta e cinco da manha e escrevo enquanto espero o ônibus.
Episódios hilários e outros mais introspectivos...
Uma cidade pequena cheia de gente do mundo inteiro...
Os dilemas da historia argentina também expostos aqui... Há uma pequena favela crescendo num morro, enquanto a neve, mesmo no verão, torna os picos e encostas brancas.
As fotos revelam paisagens insólitas, bosques da terra média, campos rupestres cortado pelo vento e flores pequenas que enchem de cor nosso olhar.
Em Punta Arenas tentarei ter tempo para escrever e postar fotos...
A viagem segue nesse pé...
Se você pretender fazer essa viagem, compre a passagem de ônibus com antecedência, pois há somente um por dia e pode acontecer como aconteceu conosco, ter de esperar por vaga no dia que for possível, o que foi bom pois caminhamos mais pelo parque nacional da terra do fogo, que é um dos lugares mais incríveis pelos quais já passei, um lugar onde as árvores falam, quando o vento passa por elas...
Há muita coisa para contar, muita foto para postar, mas o tempo passa rápido.
Agora são seis e trinta e cinco da manha e escrevo enquanto espero o ônibus.
Episódios hilários e outros mais introspectivos...
Uma cidade pequena cheia de gente do mundo inteiro...
Os dilemas da historia argentina também expostos aqui... Há uma pequena favela crescendo num morro, enquanto a neve, mesmo no verão, torna os picos e encostas brancas.
As fotos revelam paisagens insólitas, bosques da terra média, campos rupestres cortado pelo vento e flores pequenas que enchem de cor nosso olhar.
Em Punta Arenas tentarei ter tempo para escrever e postar fotos...
A viagem segue nesse pé...
sábado, 11 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Viagem ao fim mundo II
Ushuaia, capital da Terra do Fogo, das Ilhas Malvinas...
Cidade cheia de referências à guerra que ajudou a enterrar a ditadura argentina.
Cidade cercada de montanhas, a única cidade argentina do lado oeste da Cordilheira dos Andes.
Onde podemos ver o "encontro" do Atlântico com o Pacífico, de onde podemos ver na outra margem do Canal de Beagle, as terras chilenas.
Hoje é verão e faz frio, o cume da montanhas está nevado, na noite passada nevou bastante e para os mais velhos não é algo normal tanto vento e frio nessa época do ano...
Existem alguns restaurantes bem interessantes. Nesse momento uso o wi fi do Tante Sara, mas não consigo postar nenhuma foto, enquanto vejo as porções enormes que as pessoas pedem, por um preço que não é tão absurdo assim... Mas o dinheiro desvalorizado esconde a inflação, então todo cuidado é pouco antes de achar que é "hora de gastar".
Ushuaia para mim foi um acidente, pois sempre quis conhecer, mas sempre me pareceu mais distante do que a Europa e então um dia um amigo me propôs conhecê-la.
Plano vai plano vem organizamos tudo e compramos as passagens, fizemos reservas apenas para os dois primeiros dias, o que se mostrou um erro, pois a cidade está cheia e de repente ficou tenso onde passar a próxima noite, mas com a internet esse problema fica mais fácil de ser resolvido.
O engraçado é que meu amigo não pode vir no dia planejado, só chega amanhã, coisas que tornam as viagens mais divertidas pois nesse ínterim conheci um sul coreano que ainda jovem, viaja sozinho para pensar sobre si, foi mais ou menos o que entendi das nossas conversas em inglês. Ele com um inglês perfeito de quem estuda nos EUA e eu com meu inglês bem melhorado, mas ainda macarrónico... Eu ri e falamos da vida, das coisas humanas, e por fim de nossos países.
A viagem está nesse pé.
PS: há cervejas artesanais muito boas, no momento bebo a Beagle Roja... Até a próxima postagem.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Vigem ao fim do mundo I
Não sei se o fim do mundo está longe ou não.
As vezes eu acho que não, como agora, por exemplo, quando o ar condicionado do Galeão simplesmente não dá conta do calor que faz no Rio de Janeiro.
Ou quando vindo de Três Rios para o aeroporto, constato que a serra está cada vez mais ocupada com casasque sobem as montanhas íngremes, gritando por uma outra tragédia.
Ou quando refugiado nesse restaurante no aeroporto, vejo que as televisões estão ligadas numa degradante série qualquer da rede globo, como que constatando que o cérebro brasileiro derreteu antes mesmo desse calor excessivo.
Ou quando, nesse mesmo restaurante observo e principalmente escuto, os gritos das crianças que os pais esqueceram de educar, restringindo-se apenas a chamá-las de chatas(!).
Estou indo para o fim do mundo, nesse caso a Terra do Fogo, extremo sul da América do Sul.
O que busco?
Nesse momento penso que busco um pouco de silêncio e a natureza selvagem da Terra.
A conferir...
As vezes eu acho que não, como agora, por exemplo, quando o ar condicionado do Galeão simplesmente não dá conta do calor que faz no Rio de Janeiro.
Ou quando vindo de Três Rios para o aeroporto, constato que a serra está cada vez mais ocupada com casasque sobem as montanhas íngremes, gritando por uma outra tragédia.
Ou quando refugiado nesse restaurante no aeroporto, vejo que as televisões estão ligadas numa degradante série qualquer da rede globo, como que constatando que o cérebro brasileiro derreteu antes mesmo desse calor excessivo.
Ou quando, nesse mesmo restaurante observo e principalmente escuto, os gritos das crianças que os pais esqueceram de educar, restringindo-se apenas a chamá-las de chatas(!).
Estou indo para o fim do mundo, nesse caso a Terra do Fogo, extremo sul da América do Sul.
O que busco?
Nesse momento penso que busco um pouco de silêncio e a natureza selvagem da Terra.
A conferir...
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
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